sexta-feira, 15 de setembro de 2017

BRT volta a ser proposto para o transporte coletivo

14/09/17 - Cruzeiro do Sul, Sorocaba

César Santana - cesar.santana@jcruzeiro.com.br 
      
Recursos para financiamento e prazos para implantação do sistema estão indefinidos - 
  
Descartada pelo prefeito afastado José Crespo (DEM) em maio deste ano, a implantação do sistema de ônibus rápido, o BRT, deve voltar à pauta da Prefeitura no governo de Jaqueline Coutinho (PTB). A prefeita é a favor por entender que é "um projeto importante para a cidade". A proposta foi defendida pelo secretário de Mobilidade e Acessibilidade e presidente da Urbes, Luiz Carlos Franchim, diante dos vereadores em audiência pública realizada nesta quarta (13) para discutir o Plano Plurianual (PPA) do Município para o próximo quadriênio. De acordo com ele, o BRT seria a alternativa mais viável ao trânsito sorocabano, tanto do ponto de vista econômico quanto no que se refere à execução. 
  
Proposta de campanha de Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) na corrida eleitoral de 2012, o BRT esbarrou na falta de recursos, contestações da documentação e até mesmo investigações do processo, sofrendo seguidos adiamentos até o cancelamento da licitação para o serviço, iniciativa adotada já no governo Crespo. A execução do projeto envolveu um financiamento de cerca de R$ 134 milhões e demandaria a desapropriação de 16 imóveis. De acordo com a proposta original, o BRT em Sorocaba contaria com 35 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus interligando as zonas norte a sul e leste a oeste. A concorrência pública para o serviço foi vencida pelo Consórcio BRT Sorocaba, o único a apresentar proposta, em maio de 2016. 
  
Crítico do projeto, Crespo anunciou desde a campanha eleitoral do ano passado que considerava inviável a sua execução. Desde então ele defendeu a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma espécie de bonde elétrico que circularia entre estações distribuídas pelos bairros do município, acompanhando a malha ferroviária existente. Segundo o novo secretário de Mobilidade, porém, este projeto encontra-se ainda em fase de estudos e é considerado por ele menos viável do que o BRT, que já tem plano e financiamento aprovados. 
  
Franchim explica que, embora Crespo tenha solicitado o cancelamento da licitação para o ônibus rápido, a empresa vencedora da concorrência não aceitou o pedido. "O consórcio quer continuar trabalhando essa questão e como envolve um financiamento federal, ela não está encerrada. Estando em aberto nós podemos reaquecer esse assunto e colocar o BRT para funcionar", disse. Segundo ele, ainda não houve uma tratativa oficial com Jaqueline para discutir o tema, porém, o sistema de ônibus é o defendido pela atual equipe técnica responsável pelo setor. "Esse é um plano que a prefeita tem de declarar como sendo da gestão dela. Imagino que vá acontecer. E estando dentro da condição de exequibilidade, nós vamos fazer." 
  
Apesar de admitir que a decisão final compete a Jaqueline -- e de não se opor ao VLT, destacando a preferência pelo sistema de ônibus também em virtude do financiamento já aprovado e a escassez de recursos -- Franchim enumera argumentos em favor da continuidade do projeto BRT. "Tecnicamente é algo que se implanta mais rápido, de forma mais barata e traz uma solução moderna para a cidade com ônibus novos", analisa. Segundo o secretário municipal, a economia do BRT em relação ao VLT não se daria na execução, mas sim na implantação dos sistemas. Para a operação do BRT, o consórcio vencedor da licitação apresentou proposta com a tarifa de remuneração de R$ 4,43 por passageiro. 
  
Sem prazo 
  
Em nota da Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom), a prefeita Jaqueline Coutinho diz que o prazo para execução do projeto dependerá dos trâmites contratuais (o prazo para execução dependerá do que estiver previsto em contrato). 
  
Segundo a nota, a Comissão de Licitação da Prefeitura de Sorocaba, a pedido do então prefeito Crespo, encaminhou à empresa vencedora, em maio deste ano, uma notificação demonstrando a intenção de cancelar o processo licitatório. Mas o Consórcio BRT Sorocaba (ConSor) recorreu do pedido. "A Urbes encaminhou a solicitação da empresa às secretarias envolvidas para seus respectivos pareceres (Semob, Sefaz e Selc) e até a presente data, aguarda um posicionamento final." 
  
Sobre os sistemas BRT e VLT, a prefeita ressaltou que "na opinião do presidente da Urbes, Luiz Cláudio Siqueira Franchim, hoje o mais viável é o BRT, pois o mesmo já possui projeto e financiamento autorizado. Quanto ao VLT existe até o momento, apenas a elaboração de um estudo de viabilidade". 
  
Secretários apresentam o Plano Plurianual

Secretários municipais de diversas pastas apresentaram ontem, em audiência pública na Câmara Municipal, os principais pontos do Plano Plurianual (PPA) de Sorocaba para o quadriênio de 2018 a 2021. As explanações se estenderam ao longo de todo o dia e também à noite, uma vez que são mais de 20 secretarias municipais e, ainda assim, muitas delas terão suas apresentações feitas numa outra data. Isso, porém, antes do dia 21 deste mês, quando o projeto de lei do PPA será votado em primeira discussão. A aprovação final deve ocorrer até o fim de outubro.

Durante a manhã, as secretarias de Recursos Hídricos e Mobilidade e Acessibilidade fizeram suas apresentações seguidas por questionamentos dos vereadores. Embora os projetos apresentados sejam de longo prazo, em diversas oportunidades os secretários tiveram de responder questões pontuais sobre determinadas áreas do serviço público. Para os próximos quatro anos, o PPA de Sorocaba prevê um orçamento de R$ 12,272 bilhões. (C.S.)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Emdec avança na limpeza de leitos para implantar BRT em Campinas

30/08/2017 - Metro

Por Metro Jornal Campinas 

A Emdec – empresa que gerencia o trânsito de Campinas (interior de SP) – finalizou nesta terça-feira a limpeza de um trecho de 5 km da área do antigo leito do VLT (Veículo Leve Sobre Trilho). O local irá receber o BRT – o sistema de corredores exclusivos de ônibus que vai ligar o centro aos distritos de Campo Grande e Ouro Verde.

O trabalho foi feito na região dos bairros Bonfim e Jardim Miranda, próximo ao  viaduto da Rodovia Anhanguera. De acordo com a Emdec, já foram removidos 277 postes e demolidas três estações do VLT. Restam 2,5 km para a limpeza.

As obras de implantação do BRT estão previstas para começar na segunda quinzena de setembro. A previsão é que o trecho completo – que terá 36,6 km de corredores – será entregue em 2019.

O BRT campineiro, que será chamado de Rapidão, irá beneficiar cerca de 450 mil pessoas que residem nos distritos do Ouro Verde e Campo Grande. 

Obras

Segundo a Emdec, o canteiro de obras e o trecho que recebe os trabalhos fazem parte do Lote 1 – que compreende o trecho do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O trajeto passa sob vias importantes, como as avenidas Lix da Cunha e John Boyd Dunlop.

O sistema BRT prevê veículos articulados ou biarticulados; estações de transferência; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque.

Há dois meses, a prefeitura declarou 23 áreas de utilidade pública – que juntas  somam cerca de 13 mil m2, em diversas regiões da cidade. As glebas serão desapropriadas para que nos trechos seja implantado o sistema do BRT.

Obra na PE-15 provoca alteração em parada de ônibus

29/08/2017 - JC

Ponto de ônibus próximo à concessionária Hyundai foi desativado

A obra prevê o alargamento da avenida Pan Nordestina para que os BRTs que circulam pelo Corredor BRT Norte-Sul, possam transitar em faixa exclusiva / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
A obra prevê o alargamento da avenida Pan Nordestina para que os BRTs que circulam pelo Corredor BRT Norte-Sul, possam transitar em faixa exclusiva / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Editoria de Cidades

Desde o último final de semana, um trecho de 100 metros de uma das faixas da PE-15 (sentido Paulista-Recife), nas proximidades do Fórum de Olinda, está interditado para obras de alargamento da Ponte sobre o Canal da Malária, localizada no Complexo de Salgadinho. A intervenção provocou a remoção de uma das paradas de ônibus da via.

A alteração diz respeito ao ponto de ônibus nº 150065, localizado em frente ao prédio da concessionária Hyundai, lado oposto ao supermercado Atacadão. Quem utilizava a parada, agora precisa se dirigir para o ponto seguinte, nº 150066, na mesma via, em frente ao prédio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), logo após o Fórum de Olinda.

Esta é uma das últimas obras que integram o Corredor Norte-Sul. Ela prevê o alargamento da avenida Pan Nordestina para que veículos do tipo BRT (Bus Rapid Transit), que circulam pelo Corredor BRT Norte-Sul, possam transitar em faixa exclusiva. A previsão é de que a intervenção tenha duração de oito meses.

A sinalização está sendo implantada ao longo da via em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE), que disponibilizou orientadores de trânsito para os primeiros dias da interdição.

Também está em curso a construção das duas últimas estações BRT previstas para o Corredor Norte-Sul: Centro de Convenções e Paulista. A previsão é que sejam finalizadas dentro do prazo de sete meses.

Confira as linhas afetadas:

881 - TI Xambá/Rio Doce (Getúlio Vargas) - Atendimentos
882 - TI Xambá/Rio Doce (Carlos de Lima Cavalcanti)
886 - Ouro Preto/Rio Doce 
916 - Ouro Preto/Joana Bezerra 
1911 - Ouro Preto (COHAB)
1921 - Ouro Preto (Jatobá I)
1926 - Ouro Preto (Jatobá II)

Além destas linhas, o ponto de embarque e desembarque nº 150066 também é atendido pelas seguintes linhas:

 050 - PE-15/Boa Viagem
1909 - TI Pelópidas/TI Joana Bezerra  
1913 - TI PE-15/TI Joana Bezerra
1967 - TI Igarassu (Dantas Barreto)
1977 - TI Pelópidas (Conde da Boa Vista)

Outras informações podem ser obtidas com a Central de Atendimento ao Cliente (0800 081 0158).

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Prefeitura de Goiânia pede agilidade à Caixa para retomar obra do BRT

17/08/2017 - Mais Goiás

Reunião aconteceu nesta quinta-feira (17), no Paço Municipal de Goiânia


Prefeitura de Goiânia pede agilidade à Caixa para retomar obra do BRT
Em reunião, Iris Rezende pede agilidade à Caixa Econômica Federal. (Foto: Prefeitura de Goiânia)
   
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, se reuniu nesta quinta-feira (17) com a Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Marise Fernandes, para solicitar agilidade na solução dos impasses burocráticos quem têm atrasado a retomada das obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte Sul da capital.

A reunião ocorreu no Palácio das Campinas Venerando de Freitas Borges, no Paço Municipal. Os representantes da Caixa apresentaram uma proposta de elaboração do recurso que será registrado junto aos órgãos reguladores. O objetivo da proposta é liberar os valores retidos na instituição financeira, que é responsável pelo financiamento da obra.

“Diante disso, hoje aceitamos que a própria Caixa contribua na formulação do recurso que será protocolado junto aos órgãos reguladores. Aceitamos a proposta visando agilidade em todos esses processos e trâmites burocráticos para que Goiânia não seja prejudicada’, afirmou o prefeito. Segundo Iris, o serviço será executado por um valor 30% inferior ao proposto pela segunda colocada no processo de licitação.

A reunião de hoje contou ainda com a participação do vice-presidente de Produtos e Varejo da Caixa, Fábio Lenza, do vice-presidente de Governo, Roberto Derziê, dos secretários municipais Fernando Cozzetti e Samuel Almeida, do Controlador Geral do Município, Juliano Bezerra e do Chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Ortegal.

Paralisação

As obras do BRT foram paralisadas após suspensão do repasse de R$ 10 milhões por parte da CEF ao consórcio formado pelas empresas EPC e WGV. Os recursos foram retidos após apontamentos da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) de que itens e materiais estariam acima e outros abaixo do preço.

A paralisação das obras da BRT tem causado transtornos para moradores e comerciantes das regiões afetadas pela obra. Além disso, muitos motoristas precisaram mudar suas rotas para se adequar às mudanças provocadas no trânsito da Capital.

Governo do Pará publica novo edital para obras do BRT Metropolitano

17/08/2017 - G1

Empresa vencedora irá executar as obras da reestruturação da BR- 316 e da infraestrutura do BRT na região metropolitana de Belém.

Por G1 PA, Belém

Governo do Estado passou a administrar os primeiros 16 km da BR-316, que vai do Entroncamento a Benevides. (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Governo do Estado passou a administrar os primeiros 16 km da BR-316, que vai do Entroncamento a Benevides. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

O Governo do Pará publicou no Diário Oficial do Estado o novo edital de licitação pública internacional para contratação de empresa, ou consórcio de empresas, que irá executar as obras da reestruturação da BR- 316 e da infraestrutura do BRT (Bus Rapid Transit) Metropolitano, obras que fazem parte do projeto de mobilidade urbana Ação Metrópole.

De acordo com o edital, publicado na quarta-feira (16), as obras incluem: duas pistas, com quatro faixas em cada uma delas (uma exclusiva para o BRT). Está prevista ainda uma nova iluminação de LED, nova drenagem, pavimentação, calçadas arborizadas, ciclovias bidirecionais nas duas extremidades, 13 passarelas para travessia de pedestres, paisagismo, 26 estações, dois terminais de integração, sendo um em Ananindeua e outro em Marituba, e um viaduto de quatro pétalas, em Ananindeua.

O Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM) publicou em 29 de novembro de 2016 o edital para o qual se apresentou apenas uma proponente e, que teve sua proposta considerada inadequada. Por isso, a licitação foi encerrada.

Diante do ocorrido, foram efetuadas algumas alterações no edital e encaminhado à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), financiadora do projeto, para apreciação e aprovação. Com a aprovação da agência, formalizada no último dia 11, o governo deu prosseguimento ao processo licitatório e publicar o edital da abertura da nova licitação.

As obras fazem parte do programa Ação Metrópole, que tem o objetivo de melhorar a mobilidade urbana e buscar solução para o transporte público e circulação geral. O projeto inclui a melhoria no sistema de transporte no trecho entre o Entroncamento e o município de Marituba; a construção de alternativas viárias à rodovia BR-316, como o prolongamento das avenidas João Paulo II e Independência; e a adequação de vias que integram a rede de transporte coletivo.

O projeto Ação Metrópole representa um investimento na ordem de R$530 milhões e faz parte de um sistema que foi pensado para trabalhar integrado com outros projetos executados pelo governo do Estado, como a avenida Independência (orçada em R$120 milhões), já concluída; a duplicação da avenida Perimetral (R$ 77 milhões), executada e entregue e o prolongamento da avenida João Paulo II (R$ 300 milhões), que está em fase final, com previsão de entrega para dezembro de 2017.

Integração

O BRT Metropolitano também faz parte do projeto de reconstrução da BR-316 e vai integrar a Região Metropolitana de Belém, sendo que primeiramente, Belém, Ananindeua e Marituba e, posteriormente, também o município de Benevides. O novo sistema de transporte urbano reduzirá em cerca de 50% o tempo de viagem do destino ao centro de Belém e vice-versa.

O ponto inicial do BRT será o Terminal Marituba, localizado no km 10,7 da Rodovia BR-316, próximo à Alça Viária, e permitirá a integração das linhas alimentadoras que vêm de Marituba. O terminal será composto por duas plataformas, sendo uma para as linhas troncais e outra para as linhas alimentadoras, área de expansão e de estocagem, praça e estacionamento para motos, veículos e bicicletas, possibilitando a integração desses usuários.

Já em Ananindeua, o terminal ficará no km 6,5 da Rodovia BR-316, em frente à sede Campestre da AABB. Será o principal ponto de integração das linhas alimentadoras de Ananindeua ao BRT. Esse terminal contará com acessos através de passagens subterrâneas para as linhas troncais, três plataformas para as linhas troncais e alimentadoras, área de expansão e de estocagem, estacionamento para motos, veículos e bicicletas, acesso à internet sem fio (Wi-Fi), praça e outra unidade da “Estação Cidadania”.

O Terminal de Ananindeua se configura como o maior e mais importante do BRT Metropolitano, uma vez que possibilitará a conexão deste aos conjuntos Cidade Nova e seu entorno, através da Rua Ananin, que está sendo executada pela prefeitura de Ananindeua, e de um viaduto que facilitará a ligação entre as áreas ao sul da BR, como conjunto Julia Seffer e Aurá à Cidade Nova.

Corredor Norte-Sul: obras continuam e descaso também

17/08/2017 - JC

Governo anuncia mais uma etapa do projeto que se arrasta há mais de cinco anos e carece de manutenção

BRTs fazem fila para passar na PE-15, nos Bultrins, por conta de buracos / Filipe Jordão/JC Imagem
BRTs fazem fila para passar na PE-15, nos Bultrins, por conta de buracos / Filipe Jordão/JC Imagem

Margarette Andrea

No Corredor Via Livre BRT Norte-Sul, que liga Igarassu ao Recife, obras e descaso caminham juntos. Ao mesmo tempo em que o governo anuncia mais uma etapa do projeto – o alargamento da ponte sobre o Canal da Malária, na PE-15, Complexo de Salgadinho, em Olinda – trechos do corredor, que vem sendo implantado há cinco anos, se deterioram visivelmente. Inúmeras crateras no asfalto, descontinuidade da faixa exclusiva e passeios tomados por mato levam o Norte-Sul a deixar pelo percurso de 32,2 quilômetros os ganhos que o sistema deveria oferecer: velocidade, conforto e melhor acessibilidade.

Mas o projeto ainda inclui outras obras. O alargamento da Ponte Preta, localizada sobre o Rio Beberibe, em Olinda, também começa nos próximos dias, segundo a Secretaria Estadual das Cidades (Secid). E estão em fase de licitação a requalificação dos terminais integrados da PE-15, Pelópidas Silveira e Igarassu.

“A previsão é de que o TI Igarassu inicie as obras ainda em 2017 e que os serviços nos terminais PE-15 e Pelópidas comecem em 2018, com previsão de um ano de obra e conclusão total do projeto em 2019”, informa a secretaria, por meio de nota.

MANUTENÇÃO

Ao todo, R$ 136,5 milhões já foram investidos no corredor, estimado em R$ 188 milhões, conforme a Secid. Mas apesar do alto custo sua manutenção vem sendo negligenciada.

Nas proximidades da Estação Sítio Histórico, em Ouro Preto, Olinda, o piso dos BRTs (veículos que custam em torno de R$ 800 mil) chega a se arrastar no asfalto enquanto os motoristas tentam driblar as crateras, muitas cobertas por água. Alguns coletivos convencionais que usam a mesma faixa optam por trafegar pelo passeio, que é de terra, para fugir dos buracos, arriscando a vida dos pedestres.

Já os BRTs, que medem 19 ou 21 metros e transportam até 160 pessoas, formam fila para vencer os buracos. Nas imediações da Estação Bultrins, em Jardim Fragoso, Olinda, o cenário também é crítico. “A situação está muito difícil para a gente. Os veículos quebram, a viagem atrasa e aumenta o risco de acidentes porque a gente se mistura com os carros pequenos”, lamenta o motorista de BRT Adalberto Ferreira, 47 anos.

RECLAMAÇÕES

As reclamações dos passageiros vão mais além. “No começo o BRT era mais rápido e funcionava bem. Agora ele atrasa por conta dos buracos, vive tendo assalto e estamos com dificuldade de carregar o VEM (bilhete eletrônico). Aqui mesmo (na Estação Bultrins) roubaram a máquina de recarga e amarraram o funcionário”, conta a vendedora autônoma Crisleide Pontes, 53 anos.

O corredor começou a ser implantado em janeiro de 2012 e deveria ter ficado pronto para a Copa de 2014, mas somente em julho daquele ano passou a funcionar parcialmente. Hoje, opera com 27 das suas 29 estações, oito das nove linhas e 75 dos 126 BRTs previstos. Conforme o Grande Recife Consórcio de Transporte, 66,4 mil pessoas são transportadas ao dia, devendo chegar a 160 mil quando o corredor for concluído.

“A manutenção dos trechos críticos da PE-15 está sendo executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE), que iniciou os serviços na última sexta-feira (11)”, informa a Secid.

sábado, 5 de agosto de 2017

BRT pernambucano sofre com a evasão de receita

04/08/2017 - JC

Publicado por Roberta Soares


Como se não bastasse todos os problemas de operação, os atrasos na conclusão dos corredores e os assaltos, o BRT pernambucano tem sofrido também com a evasão de receita, ou seja, com passageiros que entram no sistema sem pagar a tarifa. O problema não é exclusividade do BRT e atinge, há muito tempo, todo o sistema de transporte público da Região Metropolitana do Recife. Mas no caso do Bus Rapid Transit a evasão começa a assustar operadores e gestores e a provocar reações que estão descaracterizando ainda mais o sistema, como é o caso do modelo de bloqueios instalados na recém-inaugurada Estação Benfica, do Corredor Leste-Oeste, que entrou em operação na última segunda-feira, após cinco anos de espera para ser construída.

Temos sofrido muito com a evasão. Estamos vendo os ônibus circulando cheios e a demanda caindo. As pessoas têm invadido as estações do BRT por fora e, em muitos casos, pulam os bloqueios”,

Djalma Dutra, do Consórcio Mobibrasil, operador do Corredor Leste-Oeste

O equipamento que está sendo testado difere em muito dos bloqueios modernos projetados para as estações de BRT. É feio, grosseiro e dificulta o acesso dos passageiros. Obesos, pessoas com qualquer dificuldade de locomoção e até mesmo quem costuma andar com bolsas ou mochilas tem dificuldade para passar. A largura é a mesma dos outros bloqueios, garantem os operadores, mas a altura é o que dificulta a passagem. Enquanto os bloqueios convencionais das estações de BRT têm um metro, o novo modelo tem 1,40 metro. “É importante ressaltar que é apenas um teste e que o acesso das pessoas com dificuldades está liberado por fora dos bloqueios.

Veja, num breve vídeo, como funcionam os bloqueios que estão em teste para evitar a evasão de receita:

Vale lembrar que o impacto da evasão de receita, de um jeito ou de outro, pesa no bolso do passageiro que paga para andar no sistema. O prejuízo volta de duas formas. Em primeiro lugar, com ônibus circulando mais cheios porque a oferta de frota é dimensionada para a quantidade de usuários que passam no validador dos coletivos. Em segundo lugar, pagam uma tarifa cada vez mais cara porque o custo do sistema se torna maior do que a receita arrecadada. Essa é a principal explicação dada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE).


Segundo os números da entidade, a evasão de receita de todo o sistema de transporte gira em torno de 10% do que é arrecadado com as tarifas. Ou seja, significa dizer que 200 mil pessoas que não têm direito à gratuidade estão viajando de graça no transporte, às custas de quem paga a passagem. No caso do BRT, os operadores afirmam que a perda de receita já está em 12,5%, ou seja, acima da evasão do sistema convencional. “O transporte público sofre como um todo, mas as características do BRT facilitam a invasão, infelizmente. Essas pessoas – que não chamo de usuários – muitas vezes entram nos BRTs e nas estações por fora. E a situação piorou muito do fim do ano passado para cá devido à crise econômica”, diz Djalma Dutra.


CAMPANHA COMO REAÇÃO

O setor empresarial tem definido algumas estratégias numa tentativa de reagir à perda de receita. A Urbana-PE lançará na segunda quinzena deste mês, provavelmente no dia 14, a campanha “Faça o Certo”, que vai estimular a moralização e a humanização do sistema de transporte pelos passageiros. A proposta é pegar carona no momento de combate à corrupção que o País vive, estimulando os usuários a não viajar sem pagar a passagem, a respeitar os assentos preferenciais e a não depredar o transporte coletivo.

Além do teste com os bloqueios altos, os operadores estão instalando um circuito interno de TV para flagrar os invasores nas estações de BRT e vão encaminhar as imagens para a Secretaria de Defesa Social (SDS). Também estão desativando os botões de emergência que liberam a abertura das portas das estações. O controle passará a ser feito exclusivamente pelos funcionários das unidades.