domingo, 1 de abril de 2018

Sorocaba: Projeto do BRT terá licitação para obra de novo viaduto

31/03/18 - Cruzeiro do Sul

Larissa Pessoa - larissa.pessoa@jcruzeiro.com.br 
      
O viaduto já foi anunciado em 2014 e fazia parte do programa Mobilidade Total - ADIVAL B. PINTO / ARQUIVO JCS (1/4/2014)
O viaduto já foi anunciado em 2014 e fazia parte do programa Mobilidade Total - ADIVAL B. PINTO / ARQUIVO JCS (1/4/2014)

As obras para que o Bus Rapid Transit (BRT) comece a operar em Sorocaba devem ter início em agosto e segundo o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Luiz Alberto Fioravante, um viaduto ligando a avenida Ipanema a rua José Joaquim Lacerda é essencial para a implantação do sistema. A construção terá o financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), a antiga Corporação Andina de Fomento. Segundo o secretário a licitação será aberta nas próximas semanas. Todo o sistema de transporte deve ser concluído em 18 meses após o início das obras, ou seja, fevereiro de 2020. 
  
O viaduto já foi anunciado em 2014 e fazia parte do programa Mobilidade Total. No ano seguinte a licitação foi suspensa visando reduzir os valores dos contratos. Na época a estimativa é que a obra no bairro Sônia Maria custaria R$ 13,2 milhões. Questionado sobre o custo atualizado, Fioravante disse que ainda não foi calculado. O secretário, porém, afirmou que o viaduto é de extrema importância para o corredor norte-sul do BRT, pois, segundo ele, atualmente ocorre uma lentidão no tráfego nesta área, que precisa estar livre para a circulação dos ônibus. 
Saiba mais:

Sobre o financiamento para a implantação do BRT, o secretário disse que o Ministério das Cidades liberou R$ 134 milhões para infraestrutura, desses, R$ 6 milhões serão de contrapartida da Prefeitura de Sorocaba. "Esse valor que é da nossa responsabilidade fica reservado para mudanças em redes de água, esgoto e outras interferências necessárias." De acordo com Fioravante, desde a assinatura do contrato com o Consórcio BRT, a elaboração do projeto executivo caminhou, principalmente no que diz respeito aos estudos de impacto no trânsito e ciclovias. "Estamos analisando como serão feitos desvios enquanto as obras acontecem, e em contato com as autarquias e a concessionária de energia." 
  
O corredor que ligará as regiões norte e sul será o primeiro a entrar em funcionamento e, segundo Fioravante, para isso as ciclovias ao longo da avenida Itavuvu passarão por modificações, todas de responsabilidade do Consórcio BRT. De acordo com o secretário, o traçado exclusivo para bicicletas será mantido no canteiro central e dividirá espaço com as estações de ônibus. Todas as mudanças serão de responsabilidade da empresa que operará o sistema, assim como os valores referentes às desapropriações. O Consórcio BRT fará um investimento de R$ 65 milhões. 
  
Sistema 
  
Após finalizado, o BRT operará em três corredores: avenidas Itavuvu, Ipanema e Armando Pannunzio. Serão ao todo 19 linhas. Nos corredores principais serão as seguintes: 401 - Itavuvu/Terminal Santo Antonio (TSA); 402 - Itavuvu/Campolim; 403 - Ipanema/TSA; Ipanema/Campolim; Armando Pannunzio/TSA e Armando Pannunzio/avenida São Paulo. As avenidas São Paulo, Barão de Tatuí e Antônio Carlos Comitre não terão estações de BRT e terminais exclusivos, mas receberão faixas exclusivas, que permitirão que o sistema funcione em toda a cidade. 
  
Em paralelo ao BRT, as linhas de ônibus que já operam na cidade serão reestruturadas para que se alinhem ao novo sistema. A Consor e a STU serão responsáveis por 13 linhas que se integrarão ao BRT e utilizarão as faixas exclusivas. Segundo Luiz Carlos Franchin, presidente da Urbes, a Consor, que opera 49 linhas na cidade, terá 6 linhas BRT, que serão: 58 - Vitória Régia; 45 - Paineiras; 42 - Laranjeiras; 62 - São Bento; 62/1 - São Bento 2; 70 - Novo Horizonte. Já a STU, responsável por 58 linhas já existentes, fará 7 linhas do BRT, que serão: 11- Manchester; 15 - Jardim São Paulo; 17 - Central Parque; 60 - Ouro Fino; 63 - Esmeralda; 73 - Júlio de Mesquita; 77 Santa Bárbara. 
  
Ao todo serão 16,7 km de faixas bidirecionais exclusivas para o BRT, com 28 estações e 4 para integração do BRT. Os três terminais serão instalados nas avenidas Antonio Silva Saladino, Ipanema e Armando Pannunzio.

terça-feira, 6 de março de 2018

Prefeitura de Teresina lança novo sistema de transporte público nesta terça

05/03/2018 - Portal AZ

Implementação do novo sistema começa pela zona sul da cidade e população poderá utilizar diariamente

Com Informações da PMT

A Prefeitura de Teresina lança nesta terça-feira (06) o Inthegra, novo sistema de transporte público da cidade. O prefeito Firmino Filho fará, junto com a equipe da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, a apresentação do funcionamento do novo sistema durante um café da manhã que está marcado para as 08h30, no Metropolitan Hotel.

Foto: Rômulo Piauilino
Foto: Rômulo Piauilino

O novo sistema inicia o seu funcionamento nos dias úteis pelo Corredor Sul, que é composto pelas avenidas Barão de Gurguéia, Henry Wall de Carvalho, Miguel Rosa e Prefeito Wall Ferraz, junto com os Terminais de Integração do Bela Vista e Parque Piauí. A partir do dia 17, a população da zona sul contará plenamente com o serviço.

De acordo com o superintendente da Strans, Carlos Augusto Daniel Júnior, o café da manhã será uma oportunidade mostrar de todos como será o funcionamento.

"Finalizamos as obras no Corredor Sul. A partir daí, o novo sistema vai começar funcionar juntamente com os terminais nos dias útei. Os Terminais do Bela Vista e Parque Piauí estão funcionando nos finais de semana, mas agora com o funcionamento do corredor teremos um transporte mais ágil e seguro”, explicou.

A lógica do novo sistema parte do uso dos corredores exclusivos para agilizar a viagens. As linhas que saem dos bairros (alimentadoras) levam os passageiros até os terminais. Em seguida, eles embarcam nas linhas troncais para irem até o centro da cidade utilizando o corredor exclusivo, o que dará mais agilidade, reduzindo, assim, o tempo de viagem.

“O novo sistema dará mais agilidade para aos ônibus, além disso, as pessoas quando chegarem nos terminais terão mais opções de transportes para o centro da cidade, as linhas troncais passarão pelos corredores exclusivos nas avenidas Barão de Gurqueia, Miguel Rosa e Maranhão. A nossa expectativa é que a redução do tempo de viagem traga mais conforto e comodidade para os usuários dos transportes públicos”, acrescentou.

Daniel reforça ainda que todos os ônibus que fazem as linhas troncais possuem ar-condicionado e a estações para passageiros também são climatizadas.

“O nosso objetivo é proporcionar um transporte público mais ágil e eficiente. Agora, com os corredores exclusivos, os ônibus terão preferência no trânsito. Com isso, eles não terão obstáculos. Os semáforos situados ao longo do percurso também já tiveram o tempo ajustado para beneficiar o transporte público”, enfatizou.

Corredor exclusivo 

O superintendente explica que os corredores exclusivos darão mais agilidade e isso vai reduzir o tempo de viagem dos ônibus.

“A viagem do Bairro Santa Fé, por exemplo, que era de 1h20, com os corredores e os terminais funcionando irá reduzir para 50 minutos. Fazemos um monitoramento diário desses tempos de viagem, sempre avaliando para que o tempo de viagem fique cada dia menor. Com isso, o usuário terá mais conforto e um serviço melhor”, explicou.

Para garantir o funcionamento dos corredores exclusivos, os consórcios de ônibus estão adquirindo novos carros. “Esses carros que estão sendo adquiridos são maiores, climatizados e com portas dos dois lados para que possa facilitar o embarque e desembarque nos corredores e contarão ainda com wi-fi”, enfatizou.

O superintendente reforça que esse é um processo de mudança muito radical no sistema de transportes públicos de Teresina, mas que precisa ser feito.

“Sabemos que é uma mudança grande, e exatamente por isso, precisamos estar sempre monitorando para que o sistema possa funcionar da melhor maneira possível”, finalizou.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Prefeitura de Porto Alegre perde R$ 134 milhões que seriam destinados para os BRTs

31/01/2018 - Zero Hora 

Dos R$ 249 milhões previstos para o sistema de ônibus rápido, município teve autorização para usar R$ 115 milhões em obras da Copa 2014 e tentava destinar o restante aos corredores da Farrapos, Sertório e Assis Brasil

JOCIMAR FARINA

Ricardo Giusti / PMPA,Divulgação
Ricardo Giusti / PMPA,Divulgação
"Ônibus do futuro" chegou a ser apresentado em Porto Alegre

No mesmo dia que recebeu a notícia de que poderia usar, em obras da Copa ainda não iniciadas, R$ 115 milhões destinados para a implantação dos BRTs em Porto Alegre, a prefeitura teve a confirmação de que perdeu o restante do valor que havia sido liberado pelo governo federal para o mesmo projeto — R$ 134 milhões. 

A informação foi confirmada pelo Ministério das Cidades na terça-feira (30). Na segunda-feira (29), o secretário Municipal de Gestão e Planejamento, José Alfredo Parode, havia informado, por meio de sua assessoria, que ainda tentava garantir a verba. A proposta da prefeitura era usar o dinheiro na troca de pavimento dos corredores de ônibus das avenidas Farrapos, Sertório e Assis Brasil. Mas a decisão do Ministério das Cidades foi enfática: o recurso só poderia ser destinado para a implantação do sistema de ônibus rápido.

Em 2017, a prefeitura decidiu abrir mão do BRT em Porto Alegre por entender que gastaria algo em torno de R$ 1 bilhão. Desse total, o município receberia do Governo Federal apenas R$ 249 milhões, valor anunciado ainda durante os preparativos para a Copa de 2014. 

Como não dispõe de R$ 751 milhões para destinar a essa finalidade, a prefeitura preferiu perder os R$ 134 milhões, mas correu atrás para garantir ao menos os R$ 115 milhões. Este valor sim poderia ser remanejado e deverá ficar disponível para o município até março. Até lá, o processo ainda precisa tramitar pelo Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal.


Ferraz sedia segunda audiência pública sobre o Corredor Metropolitano Perimetral Alto Tietê

01/02/2018 - G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Corredor Metropolitano Perimetral Alto Tietê (Bus Rapid Transit - BRT) ligará Ferraz a Arujá, passando por Poá e Itaquaquecetuba.

O Ginásio Municipal “Marcílio Guerra”, em Ferraz de Vasconcelos, receberá a segunda etapa das audiências públicas referentes ao Corredor Metropolitano Perimetral Alto Tietê (Bus Rapid Transit - BRT), que ligará Ferraz a Arujá, passando por Poá e Itaquaquecetuba. O encontro será nesta quinta-feira (1º de fevereiro), a partir das 18h, e será aberto ao público, que poderá tirar dúvidas sobre qual será o traçado das obras e o que isso pode implicar na vida dos moradores da cidade.

Desde o dia 8 de janeiro, está disponível na Prefeitura para que a população consulte o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) que o BRT vai provocar em toda a extensão de 21,5 quilômetros. Os exemplares ainda podem ser consultados até 31 de janeiro.

De acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), ganhadora da concorrência para a construção do Corredor, as próximas audiências serão realizadas nos dias 6 e 8 de fevereiro, em Poá e Arujá, respectivamente. Itaquaquecetuba já sediou o encontro no último dia 30.

O Ginásio Municipal Marcílio Guerra está localizado na Rua Jácomo Zanchetta, 77, no Centro.

Corredor Metropolitano
No trecho “3” de implantação do BRT, que abrange Ferraz, Poá e parte de Itaquaquecetuba serão sete quilômetros de implantação em áreas remanescentes e carentes. O projeto prevê a construção de dois terminais, sendo um em Ferraz e outro em Arujá, a readequação do Terminal Cidade Kemel, em Poá; a construção das estações de transferência Estrada do Corredor e Monte Belo e 26 estações de embarque e desembarque.

Está prevista no projeto ainda a construção de mais um viaduto em Ferraz de Vasconcelos. Segundo a EMTU, o BRT Alto Tietê estará conectado às linhas 11 Coral e 12 Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além do futuro Corredor Metropolitano Leste (entre Mogi e São Paulo).

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Obra do BRT terá início até julho em Sorocaba

15/01/18 - Cruzeiro do Sul

Larissa Pessoa - larissa.pessoa@jcruzeiro.com.br 

Os detalhes do contrato foram apresentados nesta segunda no Paço - EMÍDIO MARQUES
Os detalhes do contrato foram apresentados nesta segunda no Paço - EMÍDIO MARQUES

As obras do BRT (Bus Rapid Transit) serão iniciadas até julho deste ano em Sorocaba, segundo o prefeito José Crespo (DEM). O prazo será de 18 meses para o sistema começar a operar na cidade. 

Crespo assinou na manhã desta segunda-feira (15) o contrato com a empresa Consórcio BRT Sorocaba, que será responsável por implantar e administrar o sistema. Segundo o engenheiro Roberto Bataglini, da Urbes -- Trânsito e Transporte, o projeto funcional deve ser consolidado em dois meses e o executivo deve ser finalizado ainda no primeiro semestre de 2018. A construção dos terminais, estações e adaptações necessárias nas vias serão concluídas, segundo o chefe do Executivo sorocabano, até julho de 2019. 

De acordo com o projeto apresentado, o BRT operará em três corredores: avenidas Itavuvu, Ipanema e Armando Pannunzio. Serão ao todo 19 linhas. Nos corredores principais serão as seguintes: 401 - Itavuvu/Terminal Santo Antonio (TSA); 402 - Itavuvu/Campolim; 403 - Ipanema/TSA; Ipanema/Campolim; Armando Pannunzio/TSA e Armando Pannunzio/avenida São Paulo. 

Segundo o engenheiro da Urbes, as avenidas São Paulo, Barão de Tatuí e Antônio Carlos Comitre não terão estações de BRT e terminais exclusivos, mas receberão faixas exclusivas, que permitirão que o sistema funcione em toda a cidade. "Foi feito um estudo de demanda, a na região leste e sul não há necessidade da implantação", disse Alceu Segamarchi Júnior, promotor econômico do município. 

Em paralelo ao BRT, as linhas de ônibus que já operam na cidade serão reestruturadas para que se alinhem ao novo sistema. A Consor e a STU serão responsáveis por 13 linhas que se integrarão ao BRT e utilizarão as faixas exclusivas. Segundo Luiz Carlos Franchin, presidente da Urbes, a Consor, que opera 49 linhas na cidade, terá 6 linhas BRT, que serão: 58 - Vitória Régia; 45 - Paineiras; 42 - Laranjeiras; 62 - São Bento; 62/1 - São Bento 2; 70 - Novo Horizonte. Já a STU, responsável por 58 linhas já existentes, fará 7 linhas do BRT, que serão: 11- Manchester; 15 - Jardim São Paulo; 17 - Central Parque; 60 - Ouro Fino; 63 - Esmeralda; 73 - Júlio de Mesquita; 77 Santa Bárbara. 

Ao todo serão 16,7 km de faixas bidirecionais exclusivas para o BRT, com 28 estações e 4 para integração do BRT. Os três terminais, que serão instalados nas avenidas Antonio Silva Saladino, Ipanema e Armando Pannunzio, somarão 15 mil metros quadrados. A garagem e o pátio de manutenção dos ônibus ficarão situados na avenida Antônio Silva Saladino e terão 25 mil metros quadrados. 

De acordo com Franchin, as linhas que já operam serão mantidas e operarão dos bairros até os terminais BRT. "As linhas que têm demanda menor seguirão até os terminais BRT e voltarão para o bairro, já linhas mais populosas, como Vitória Régia, por exemplo, seguirão pelo corredor até o terminal Santo Antônio", disse. 

Conforme o secretário, a frota também será renovada, com três tipos de ônibus. O modelo mais numeroso, com 73 veículos, será o chamado Padron, que tem capacidade para transportar 82 pessoas. O modelo Padron Especial, que terá 11 carros, transporta até 96 pessoas. Já o articulado, que deve transitar apenas nos corredores principais, acomoda até 141 passageiros. Desse modelo serão 41 carros. 

Etapas 

O corredor que deve começar a operar primeiro, de acordo com o secretário de Planejamento e Gestão, Luiz Alberto Fioravante, é o da Itavuvu, pois segundo ele, já há condições de receber as obras. O secretário informou que as desapropriações para o corredor já foram feitas em outra ocasião e as áreas já estão em posse da Prefeitura de Sorocaba. 

Já as desapropriações em duas áreas na avenida Antonio Silva Saladino, no Parque Vitória Régia, onde serão feitos um dos terminais e a garagem dos ônibus, estão em processo de desapropriação e já foram declaradas de utilidade pública. Na avenida São Paulo, embora o projeto não contemple a via com estações do BRT, dez imóveis serão desapropriados para alargamento da via e posteriormente a implantação de faixa exclusiva. "Nesta avenida há um afunilamento e independente do BRT é preciso que ocorra a ampliação", afirma. 

Financiamento 

A Consórcio BRT Sorocaba terá o prazo de concessão por 20 anos e segundo Segamarchi, o investimento total para a implantação do BRT será de R$ 198,9 milhões. De acordo com o assessor, através de financiamento pela Caixa Econômica Federal, o município conseguiu um financiamento de R$ 127,2 milhões. A concessionária fará um investimento de R$ 65 milhões e a contrapartida do município será de R$ 6,7 milhões. "Estivemos perto de perder a chance desse financiamento, mas unimos forças para conseguir concretizar a assinatura deste contrato", afirmou durante a apresentação do projeto. 

Entre as condições para a assinatura do contrato, é necessário que a Consórcio BRT Sorocaba apresente uma garantia de execução, apresente plano de seguros e plano de negócios e faça o ressarcimento dos estudos técnicos já realizados. A presidente do Consórcio Niege Chaves afirmou que nos próximos meses fará reuniões para alinhar o projeto e cumprir o prazo estipulado no contrato. 

Fazem parte do Consórcio BRT Sorocaba as empresas Terra Transportes, Construções e Participações Eireli; CS Brasil Transportes e Passageiros e Serviços Ambientais Ltda.; Pinese Vieira Ltda.; FBS Construções Civil e Pavimentação S.A.; Comaro Engenharia Ltda. O valor da tarifa técnica de remuneração -- diferente da que é paga pelo usuário -- será de R$ 4,43. Já a tarifa paga pelo usuário será a vigente na época de implantação, ou seja, ainda é indefinida. O BRT operará também com caixa único, assim como já é feito com o atual sistema.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Recife: BRT mudou transporte na capital

05/12/2017 - Diário de Pernambuco

Pesquisa avalia o sistema, que melhorou acesso à mobilidade, mas carece de espaços segregados. Resultados serão usados para elaborar soluções

Por: Anamaria Nascimento



Três anos e meio após sua inauguração, o sistema de Bus Rapid Transit da Região Metropolitana do Recife cruza 47,6 km e transporta 121 mil passageiros por dia. Já incorporado à rotina da cidade, o serviço teve ganhos, problemas e possíveis soluções apontados por pesquisa do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), que avaliou o modal a partir de dados do Grande Recife Consórcio de Transportes, imagens de satélite e entrevistas com mil usuários dos corredores Norte-Sul e Leste-Oeste. Os resultados serão levados em conta pelo poder público para melhorar o modal.

O estudo apresentou dados inéditos como a informação de que 2% dos usuários do Norte-Sul usavam o carro antes de adotar o sistema como principal transporte. No Leste-Oeste, o percentual foi de 3%. A substituição do carro ou do ônibus convencionais pelo BRT acarretou economia de 61% (17,6 mil toneladas) de emissão de gás carbônico.

Cerca de 80% dos usuários do Norte-Sul e 85% do Leste-Oeste consideraram que o deslocamento diário melhorou com a chegada do BRT. Um dos principais motivos da satisfação foi a redução no tempo de viagem, já que houve diminuição de 16% no tempo de deslocamento dos usuários do Norte-Sul (ganho de 15 minutos) e 28% no Leste-Oeste (26 minutos).

O BRT Via Livre aumentou de 13% para 23% o percentual da população coberta por sistemas de transporte de média e alta capacidade. De 20% para 30% foi o aumento da cobertura de acesso a postos de trabalho privados. Também cresceu de 15% para 31% a cobertura de acesso a policlínicas e hospitais, e de 14% a 29% a cobertura de acesso a instituições de ensino superior. 

O maior entrave apontado é a falta de regularidade nas viagens, ponto em que o BRT pernambucano é o pior entre os sistemas já avaliados no país. Mesmo onde há corredor exclusivo (30,4 km do percurso), o espaço é invadido por outros veículos e os ônibus ficam presos em congestionamentos. O Grande Recife informou que recebeu os resultados e que os dados serão levados em conta nas próximas ações e planejamentos.
O estudo, realizado neste ano e apresentado ontem, foi entregue a outros órgãos públicos que pensam a mobilidade, como a Secretaria das Cidades de Pernambuco, o Instituto da Cidade Pelópidas Silveira e a CTTU. “A pesquisa foi feita de forma independente. Com o governo, pegamos apenas dados técnicos. Depois, voltamos com os resultados para discutir com órgãos as possíveis melhorias”, explicou o coordenador de transporte público do ITDP, Gabriel Oliveira. 
De acordo com o instituto, os objetivos da pesquisa - já realizada em cidades como Rio, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e Curitiba - foram avaliar a contribuição do BRT para a mobilidade dos usuários e para o acesso às oportunidades na Região Metropolitana, além de qualificar com indicadores a tomada de decisão no ciclo da política de investimento. 

“A avaliação focou nos trechos com prioridade de passagem e circulação exclusiva para ônibus”, ressaltou Oliveira. Assim, os trechos do BRT que passam pelas avenidas Conde da Boa Vista e Cruz Cabugá, por exemplo, foram contemplados parcialmente no estudo.

Reforço na estrutura é principal prioridade

O ITDP entregou ao poder público sugestões divididas em três eixos: aprimoramento da infraestrutura e operação, melhoria das condições de acesso a pedestres e ciclistas, e promoção de desenvolvimento orientado ao transporte sustentável. Na infraestrutura, sugere extensão do corredor exclusivo até o Centro, segregação física do Leste-Oeste (hoje separado por tachões), circuito interno de segurança, adoção de linhas expressas e conclusão das estações pendentes. Quanto à melhoria nas condições de acesso a pedestres e ciclistas, sugere requalificação de calçadas, regulação de velocidade em 50 km/h, melhor iluminação pública e paisagismo, e instalação de bicicletários e paraciclos.

O diretor de Operações do Grande Recife, André Melibeu, respondeu que os pontos do primeiro eixo estavam contemplados no projeto original do BRT. As sugestões do eixo 2 serão consideradas. “O mais importante é terminar toda os terminais e as estações que estão pendentes. Também vamos implantar fiscalização eletrônica nos corredores para evitar invasão. Aguardamos a conclusão da instalação da fibra óptica para monitorar veículos e liberar essas informações (de tempo de espera, por exemplo) para os usuários”, pontuou.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Aracaju: BRS substituirá BRT no novo projeto da SMTT

Plano de mobilidade urbana passa por revisão na PMA

22/11/2017  - Infonet

BRT: o veículo apresentado por João em 2013 (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Plano de Mobilidade Urbana de Aracaju passa por modificações no âmbito na Superintendência de Transporte e Trânsito (SMTT), tendo como foco a implantação de um sistema rápido de transporte público. Nesta nova proposta, que está em análise na SMTT da capital sergipana, o BRT (Bus Rapid Transit), que norteou a campanha do ex-prefeito João Alves Filho (DEM), será substituído pelo BRS (Bus Rapid Service), conforme informações da assessoria de imprensa da SMTT.

Semelhanças nas siglas, mas com características diferentes. De acordo com a assessoria de imprensa da SMTT, a equipe técnica da Prefeitura de Aracaju está convencida de que o BRT não é sistema suportável para a capital sergipana. Este sistema exige linhas exclusivas de ônibus, faixa separadas fisicamente, pistas largas e ainda implantação de estações no canteiro central da via, inviabilizando a sua aplicabilidade devido à dimensão dos corredores de Aracaju.

Já o BRS, o sistema idealizado pela gestão do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B), conforme a assessoria, exige apenas a separação da pista, com faixas exclusivas pintadas na cor azul, que poderão ser compartilhadas por veículos de passeio em determinados horários, nos momentos de menor movimentação, a exemplo do turno da noite e também nos fins de semana e feriados, e ainda usadas pelo transporte escolar e táxis com passageiros.

Ainda não há definição para a implantação deste novo sistema. Segundo a assessoria de imprensa, todo o plano de mobilidade urbana ainda está em fase de estudos na SMTT.

Por Cássia Santana